Alice Lê a Si Mesma
A sequência é uma releitura poética da jornada de Alice, não como apenas uma viagem fantástica, mas como uma travessia interior. A personagem passa de leitora à própria personagem e volta a si com outra consciência. Cada vestido não é só figurino — é estágio da alma.
1. “A Leitora”
Vestida de branco, como em outra era, ela segura o livro como quem segura um espelho. Alice não apenas lê — ela mergulha.
Função narrativa: A protagonista inicia sua jornada como leitora. O figurino branco evoca a inocência original e a conexão com a origem literária da personagem. Há reverência, mas também um desejo de atravessar a página.
2. “A Transformação”
Agora, os retalhos da fantasia a vestem. Não se sabe se é sonho, loucura ou teatro. Ela se vê entre cartas e confusões, e já não é só leitora — é personagem.
Função narrativa: No segundo momento, a personagem é absorvida pela narrativa. O figurino com baralhos representa o caos e o absurdo do País das Maravilhas. É a fase do meio do caminho, onde tudo é possível.
3. “A Reflexão”
De camisola azul, sentada entre livros, ela já não busca a saída do labirinto — ela observa. Alice virou mulher, e o livro virou memória.
Função narrativa: A última imagem fecha o ciclo com tom contemplativo. A camisola azul traz intimidade e introspecção. Ela volta à estante como alguém que se leu e se reconheceu. Há maturidade na pausa.