O Aviador do Espelho


“O Aviador do Espelho” é uma história sobre o olhar e a identidade. Um homem, preso entre o passado e a imagem, usa sua câmera como instrumento de autoconhecimento. Entre o reflexo e o disparo, ele descobre que o verdadeiro voo é interior.

1. “O Observador”  O homem, de uniforme bege e capacete de aviação dos anos 50, segura a câmera fotográfica com firmeza e atenção. Seu olhar está fixo no equipamento — concentrado, analítico, como quem busca entender o funcionamento da máquina e, ao mesmo tempo, o próprio ato de ver.
A câmera representa o controle da visão; o olhar técnico e o emocional se cruzam.

2. “O Reflexo”  O aviador agora está agachado, cabeça baixa, olhando para o visor da câmera. Uma das mãos segura a lente, a outra o corpo da câmera. O espelho aparece ao lado — ele observa a si mesmo, mas através da máquina.
O espelho e o LCD da câmera são metáforas do duplo — a identidade e o reflexo coexistem.

3. “O Disparo”. Ainda agachado, o aviador aponta a câmera diretamente para o espelho — o momento do clique. Ele fotografa seu próprio reflexo, selando o encontro entre o real e o simbólico.
O espelho é a janela do tempo; a câmera, a máquina da memória. O disparo é a revelação.

 

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