Entre Dois Mundos
“Entre Dois Mundos” é uma história sobre o olhar e a memória.
A mulher vive entre a câmera que guarda o passado e o visor que projeta o futuro.
Mas é na mão — no gesto simples de segurar a sombrinha do sertão — que a história encontra o presente: o elo entre o humano e o tempo.
1. “O Horizonte Virtual” (início da narrativa)
A mulher está de lado, com o óculos VR no rosto e a Rolleiflex nas mãos. O contraste entre o objeto antigo e a tecnologia atual cria um diálogo entre tempos. Ela parece explorar o invisível, vendo algo que nós não vemos. O óculos VR representa o futuro e a imersão; a Rolleiflex, o passado e a memória.
2. “O Olhar Invisível” . Agora de frente, ela encara o vazio — ou talvez um outro mundo. O corpo imóvel e o rosto coberto reforçam a ideia de que o olhar foi transferido para o interior da tecnologia. O corpo humano como mediador entre máquina e percepção.
3. “O Sertão e o Céu” ( Desfecho)
Apenas a mão da mulher aparece, segurando uma sombrinha laranja com desenhos do sertão brasileiro. O objeto rompe o universo tecnológico e traz a memória do lugar, da terra, da cor. O retorno à origem. A imaginação virtual encontra o real, o corpo volta à terra. A sombrinha é o símbolo da cultura e da ancestralidade que resiste mesmo diante da tecnologia.