O Leitor e o Ruído

“O Leitor e o Ruído” é uma reflexão visual sobre a busca por silêncio em um mundo barulhento. Da leitura calma ao incômodo, e finalmente à fuga para outro espaço, o personagem atravessa três estágios de uma mesma busca: entender onde mora a paz. Os grãos do filme e o tom envelhecido reforçam a ideia de memória e isolamento — um cinema da solidão, onde cada ruído se transforma em pensamento.

1. “O Silêncio da Página” (início da narrativa) Um homem está sentado em uma poltrona confortável, lendo um livro. O ambiente é simples, uma parede branca ao fundo.
A imagem, com textura granulada e tons de sépia, parece saída de um rolo de filme 16mm. O mundo está calmo, e o tempo parece suspenso.
Função narrativa: Introdução — o instante de concentração e paz.
 A leitura é o refúgio; o grão do filme reforça a memória e o calor do passado.

2. “O Barulho do Mundo” ( meio da narrativa) O mesmo homem, ainda na poltrona, agora cobre a cabeça com o capuz e usa abafadores de ouvido. O corpo expressa incômodo, a tranquilidade se quebrou. Algo externo — talvez música alta, talvez o peso do cotidiano — invade seu refúgio.
Função narrativa: Transição — o momento da perturbação.
O capuz e o abafador representam a tentativa de isolamento, o esforço de preservar o silêncio interno.

3.  “A Fuga” (desfecho) Agora o homem está do lado de fora, sentado em uma praça histórica. Ainda com o livro nas mãos, olha para o lado, como quem não acredita no que vê. Atrás dele, uma construção antiga — talvez uma igreja do século XIX.
Função narrativa: Conclusão — o encontro entre o interior e o exterior, o real e o simbólico.
 Ele deixa o ambiente fechado e busca o silêncio do passado, mas descobre que o mundo também carrega ruído e assombro.

 

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