A Fada e a Câmera
“A Fada e a Câmera” é uma narrativa sobre o ato de criar imagens e personagens.
No ateliê de costura, o vestido vira corpo, a câmera vira cabeça, e a máscara dá rosto à imaginação.
Entre a linha e o filme, entre o tecido e a lente, nasce uma história sobre a arte como costura do real e do sonho.
1. “A Criação” ( início da narrativa)
Um manequim veste um vestido verde curto, lembrando o figurino de uma fada. No lugar da cabeça, há uma câmera Super 8 (Keystone XL500). Ao fundo, uma estante desfocada com objetos de costura.
Função narrativa: Abertura — o nascimento da criação. A fada é um símbolo do imaginário, mas sua “cabeça” é uma câmera: a visão é mecânica, o olhar é o da arte.
Mistura entre o humano e o objeto, entre o criador e a criação. A câmera no lugar da cabeça sugere que a imaginação é o verdadeiro cérebro do artista.
2. “O Processo” (meio da narrativa)
Sobre a mesa, o tecido verde cobre quase toda a superfície. No centro, repousa a câmera Super 8.
Função narrativa: Transição — o momento do trabalho, da transformação da ideia em matéria.
A cor verde (da fada, da natureza, da criação) domina o quadro. A câmera no centro é o “olho do criador” — agora fora do corpo, em diálogo com o tecido.
3. “A Máscara e o Sonho” (desfecho)
O tecido verde cobre toda a mesa. Sobre ele, a câmera Super 8 e uma máscara teatral branca de expressão triste, com uma peruca de pelúcia castanha-alaranjada.
Função narrativa: Conclusão — o fim da criação e o nascimento do personagem.
A máscara representa o teatro, a emoção, o rosto que falta ao manequim da primeira imagem.
O ciclo se fecha: a fada da costura vira personagem de um filme.